Chaves lembra territórios que estão em guerra através de uma vigília

O Largo General Silveira, em Chaves, acolheu na noite de quinta-feira, 21 de maio, uma vigília pela paz que procurou recordou os territórios que estão em guerra, tal como a cidade de Gaza na Palestina, mas também a guerra na Ucrânia e outros conflitos mundiais.

Sob o lema “a indiferença também mata, não fiques em casa”, participaram na vigília “mais de 50 pessoas”, entre residentes locais e participantes vindos de cidades como Porto, Póvoa de Varzim e Verín, em Espanha. A ação contou ainda com a presença de imigrantes ucranianos residentes em Chaves, disse Paula Chaves, promotora desta ação que procurou consciencializar a comunidade para “a guerra e o genocídio” na Palestina, mas também para outras populações afetadas por conflitos armados em vários pontos do mundo.

“Ontem lembramos Gaza, lembramos a Palestina, mas também lembramos todos os que vivem em Territórios que estão em guerra e onde as populações civis são quem paga o preço dessas guerras”, apontou Paula Chaves.

Junto ao jardim das freiras, como é vulgarmente conhecido, o grupo permaneceu nesta praça num movimento de solidariedade. “Uma vigília que se faça pela Palestina é sempre uma vigília que se faz pela humanidade”, afirmou.

Durante a vigília, os participantes exibiram cartazes com mensagens de paz e colocaram vários pares de sapatos no chão, formando simbolicamente um memorial às vítimas dos conflitos. “Levamos também de forma simbólica vários sapatos, onde fizemos o símbolo da paz com sapatos, criando aqui uma espécie de memorial às vítimas”, explicou Paula Chaves.

A promotora referiu que a iniciativa assinalou um ano desde a primeira vigília realizada em Chaves, organizada após a proibição da entrada de ajuda humanitária em Gaza. “Passado um ano, é de facto pertinente que ainda se continuem a fazer [vigílias] e que se façam cada vez mais no sentido também de pressionar quer a comunidade internacional, quer a comunidade local”, admitiu.

Durante o encontro foram também recordados outros cenários de conflito e repressão, nomeadamente na Ucrânia, Irão, Cuba e Venezuela.

Ao Canal Alto Tâmega, Paula Chaves relatou ainda o testemunho de uma participante ucraniana presente na vigília. “Uma das pessoas ucranianas que lá estavam dizia-me: ‘Paula, a minha irmã, que ainda vive na Ucrânia com os filhos, eles dormem todas as noites vestidos’”, contou.

A organização prevê promover novas ações de sensibilização nos próximos meses, incluindo uma sessão com um cidadão português que participou em missões humanitárias.

 

Sara Esteves

Fotos: DR


Partilha Facebook-
22/05/2026

Sociedade

partilha facebook